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Será possível suportar?

Vivemos um momento de vale-tudo. O Maquiavelismo predomina nas organizações. A busca pelos objetivos justifica toda e qualquer ação desenvolvida pelos participantes do jogo. O conceito de ética fica cada vez mais relegado a planos inferiores. Não fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem, parece uma ideia utópica de alguns poucos iludidos pela teoria.
As dúvidas são: quais seriam (ou serão) as consequências desse processo? Qual é o preço a ser pago? Temos preparo para reagir positivamente ou com resiliência a essa verdadeira guerra de comportamentos antiéticos? Qual é o possível efeito dominó desse jogo? É sustentável esse cenário? Onde é que as coisas vão parar (como diria minha avó)?
Líderes dos mais diversos ramos de atividade profissional se veem (ou assim se justificam) impelidos a cometer atos condenáveis (social e moralmente), pela justificativa clara de que o que importa é vencer o jogo. Frases como: “se eu não trapacear, o outro fará isso comigo”; ou então, “no meu segmento é assim mesmo, quem pode mais chora menos”, ou ainda, “a ética no mundo dos negócios tem que ser vista de forma diferente”, vem funcionando como verdadeiros mantras para vários profissionais ao longo dos últimos anos.
Os empresários, quase convencidos de que não há outro caminho para suas condutas, lidam com a responsabilidade de saber que as coisas podem ser diferentes à medida que se deparam com conceitos de moral, ética, bem comum, sustentabilidade e generosidade.
Será que existem outras alternativas? Para onde elas nos levariam com relação à produtividade? É possível prosperar sustentado em princípios voltados para o bem comum? Como os princípios morais e éticos podem ajudar nessa busca por dias mais eficientes, eficazes, harmoniosos e, ainda assim, muito lucrativos nos ambientes de trabalho?
Vamos às reflexões... Sugiro que tenhamos o coração e mente abertos para que o pensamento possa ser livre de crenças limitantes.
Grande abraço!